PÁGINA DE AMOR, TERNURA E REFLEXÃO
por
Andressa Savoldi
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Poesia Incompleta: Eutanásia

Eutanásia.
Eu tô na Ásia.
Se um dia
eu ficar pro lado de lá,
meio depois do Japão,
dá uma mão.
Aperta um botão.
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A voz de ecos 14.05.03

Estava caminhando num beco sem saída...
Senti que tudo começou a girar,
precisava de um motivo para não cair
e afundar-me no sangue que escorria dentro de mim...
Ouvi a morte me chamar
para que isso deixasse de ser um pesadelo
e eu pudesse apenas dormir em paz!
As estrelas espalhadas pelo céu brilhavam sem cessar
e a luz da lua refletia sobre mim.
Aquilo que no entanto parecia me levar
estava num duelo branco e preto no meu pensamento.
As lágrimas escorriam do meu olhar rolando sobre minha face
quando os pingos de chuva começaram a cair...
Não havia percebido o temporal que estava vindo no meu caminho.
O vento começou a soprar mais forte,
em poucos segundos encontrava-me encharcada
e agora trêmula de frio!
Não conseguia correr para nenhum lugar...
Não via nada à minha frente,
só escutava sons por vezes intercalados.
Encostei-me na parede que senti
e como que esfregando nela sentei-me no chão entre gritos sufocados de mágoa.
Entre aquelas montanhas de concreto eu podia ouvir os ecos...
Iam e voltavam numa mesma voz,
apenas repetindo meu apelo que gemia por socorro.
Parecia que o mundo estava surdo,
porque somente aquele coração quebrantado ouvia,
ninguém mais...
Nem um eco excedente ressoava por aquele vento,
apenas o barulho metálico das latas de lixo que eram atingidas pela água.
Minha alma estava ali,
caída naquele canto gelado e sujo como que deixada em abandono.
Simplesmente pálida...
Só.
A voz de ecos que nunca esqueci!
Embora eu Ter pensado em desistir,
foi naquele momento que me encontrei.
Pois lembrei-me do olhar preso em meu peito,
do pedaço de amor que ainda deveria existir
em algum lugar secreto do meu coração.
Se eu não me levantasse,
teria sido só mais alguém que parou.
Mas foi a sua lembrança que não me permitiu morrer...
Os céus se abriram!
E as rosas que tampariam o meu túmulo,
enxugaram minhas lágrimas.
Porque simplesmente encontrei,
o caminho de volta pra casa.
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Poema sem título
26/04/03

A verdade é um segredo que nunca poderei dizer,
viverá sempre aqui dentro,
no silêncio do meu coração.
Me calarei enquanto viver,
d
eixando as lágrimas escorrerpelo meu corpo,
mas nunca esquecerei a imagem
que levo no meio do peito.
Estará sempre comigo,
por onde eu andar,
aonde eu for,
porque esse sentimento nasceu
com profundas raízes
e não sou capaz de arrancá-lo.
Ele deverá crescer
até que eu me torne pó,
deixando apenas
a memória de uma alma solitária,
cujo amor ficou em algum lugar
do tempo...
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Poema de noz 19.03.03

Nas noites nebulosas que eu passo,
vou assim caminhando neste mundo ordinário,
deixando marcas marrons com os dedos na parede.
E com paradoxos escrevo tudo o que penso,
nessa dor que sobe pela garganta queimando o meu sangue amarelo.
Não sei a que fim chego com esse reflexo que me fere a alma;
não consigo abrir os olhos diante de mim mesma e, se faço,
avermelham-se...
Essa rachadura no meu coração
formou-se por saber que não há asas que suportem o dobro de seu peso.
Dias vão passar
e eu me verei dentro de um lugar que não consigo sair...
Dali, cairei em prantos,
como a chuva cai sobre as folhas,
e pinga no chão.
Embora, sei,
que sempre haverei de fugir com minha voz,
e meus pensamentos sempre vão estar longe daqui...
Quero correr a um passo da terra,
no ar...
sentir a umidade do vento e olhar,
para todos os lados e ver,
pássaros a sorrir!
Transpor o arco-íris e nunca cair.
Quero alcançar as estrelas!!!
Transformar-me na mais pura e delicada flor,
com um perfume supremo que nunca sentiu-se.
Quero ver nos meus olhos um brilho azul...
Deixar o tempo no seu momento,
voltando e refazendo o que ficou mal acabado.
Quero andar...
nestes passos que só são meus,
nestes sonhos que pertencem unicamente a mim...
pois assim estive a vagar na solidão que permanece onde estou.
Poema que se desfalece...
Almas que se unem...
Inspiração que se renova na porção que os cravos crescem,
mas, um a um, há de soltar-se desse caule mergulhado em óleo,
pois aproximasse de sua hora...
Não têm palavras que clareiem a mensagem,
mas há silêncios que a levam entre cantos de qualquer paragem...
Dada a perceber,
sem adquirir compreensão.
Essa é a música de uma menina,
que, crescendo por fora,
permanece a mesma por dentro;
embora hajam os que duvidem das notas de sua melodia.
Como as nozes,
são iguais quando se vê,
mas quando se abrem não revelam a mesma cor
e se confundem na negritude do apodrecer.
Se descordo minhas letras,
esses serão meus versos em sua exata discordância,
pois a beleza está no desconhecer de todos e no saber como ninguém,
a profundidade de minha própria obra.
Nesse amanhecer do existir,
a noz brota em meu ventre,
como natureza perfeita de um começo,
cujo brilho jamais se apagará!



