Guardei-me virgem

 Sílvia Mota

Cabo Frio, 12 de outubro de 2007, 15:26hs

 

Não sintas ciúmes

do meu passado

hoje confessado

em meus poemas.

Meu corpo foi deflorado

e minha beleza renegada;

meu sonho, por vezes, aviltado

e desvestida minha tristeza

mais profunda...

Por tal razão,

se aceitares este triunfo,

incumbo-te a ti

desvirginar a exuberância

da minha alegria

e da minha vaidade.

Entrego-te a ti desvendar

meus secretos enigmas de mulher.

Ofereço-te patentear

pela eternidade

o amor sublime da fêmea

e a paixão da fera no cio

ocultados na inocência

da minh’alma.

 

Não te iludas,

nem sofras,

pelas minhas palavras

escritas no passado.

Aquelas palavras

- nada mais, nada menos -

eram procuras por ti.

 

Não te iludas,

nem sofras,

pela força da natureza

que me tornou assim madura,

pois o verde dos meus verdes olhos

- tu o recriaste -

será sempre teu.

 

 

 

 

Música tema: Une histoire d'amour. Mireille Mathieu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

***Poema de Sílvia Mota***


 
 
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