Não deves obstruir jamais

a lírica de um poeta:

matarás pouco a pouco,

a magia interior,

que na expressão do belo,

contigo compartilha

nos seus momentos

de solitude.

 

Ah!!! o poeta!!!

amenamente apaixonado,

possui o dom de transformar

qualquer palavra em verdade:

nasce e morre todo dia!

 

Não deves obstruir jamais

a lírica de um poeta:

a poesia sucumbirá

e se perderá o amor

nos caminhos desatinados

dos destinos.

 

Não deves obstruir jamais

a lírica de um poeta:

perderá, a poesia,

perderá, a vida

perderá, o mundo

perderemos, nós.

 

Não deves obstruir jamais

a lírica dos poetas:

sem poesia e sem amor

viver, talvez seja morrer!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por favor: salva um poeta!

Sílvia Mota

Cabo Frio, 29 de novembro de 2007 - 16hs.