O ressurgir da fêmea
Sílvia Mota
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Era uma vez...
Não sei bem como iniciar essa história, essa aventura ou loucura. Vivo um momento primeiro que me comanda o espírito, preenche o coração e satisfaz o corpo.
Apaixono-me pelos meus próprios olhos ao simples motivo de que enxergam. Gosto da minha palavra redescoberta para a sedução e do sorriso que escapa na malícia.
Sonho tal qual adolescente apaixonada e sinto aperto no peito ao som dessa canção... Galanteio o espelho, e adorno de rosa o cabelo, sentindo-me bonita e cativante.
As lingeries coloridas e rendadas, harmonizam-se com a roupa exterior, no afã de provocar a carícia do seu olhar.
Sou a fêmea no estro. Você o jovem macho.
Na realidade, escrevo para você, em homenagem à voz que me encanta o ouvido, ao sorriso que me embeleza as manhãs, ao corpo que me deslumbra e seduz ao cair do dia...
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