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INTRODUÇÃO
A humanidade, desde os
tempos mais remotos, sempre foi marcada por conflitos
armados.
Os guerreiros tiveram lugar
de destaque na história e era até motivo de orgulho
participar
de batalhas, mesmo que as
conseqüências pudessem ser as mais terríveis.
O século XX foi assolado por duas guerras mundiais e um
sem-número de outros
conflitos armados internos e
internacionais, que causaram morte e destruição. Além
deles,
perseguições pelas razões
mais diversas e os meios mais violentos para lidar com
oponentes
foram o traço característico
de uma época. Mais recentemente, a comunidade
internacional
ficou chocada com os
trágicos acontecimentos do dia 11 de setembro de 2001,
em que houve
o maior ataque terrorista da
história, com a derrubada das duas torres do World Trade
Center, em Nova Iorque. Ato
contínuo foi iniciado um movimento, em escala
planetária,
para punição dos
responsáveis. Da mesma forma que o poderio bélico tem
aumentado,
a destruição em massa tem se
disseminado e o repúdio a esses atos também. Das
discussões
sobre guerra justa e
injusta, chegou-se à criminalização dos conflitos.
Nesse contexto, a queda do Muro de Berlim e o fim da
bipolarização representaram um
momento ímpar. Somado a
isso, o horror causado pelos conflitos na antiga
Iugoslávia
e em Ruanda foi o impulso
que faltava para a organização do Tribunal Penal
Internacional.
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