Professora Sílvia Mota
Rio de Janeiro, 04 de fevereiro de 2007
*Esta página foi atualizada em 04/02/09*
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Caso Carrie Buck
Este caso, ocorrido no ano de 1927, é relatado por J. David Smith.
Carrie Buck, esterilizada involuntariamente, foi a primeira pessoa submetida a este tipo de cirurgia ao amparo de uma lei de Virgínia (Virginia Sterilization Act of 1924) que permitia impor a esterilização às pessoas diagnosticadas como incapacitadas, rotulando-as a partir da possibilidade de transmitirem à sua prole deficiências físicas, psicológicas ou sociais.
Carrie Buck havia sido recolhida a uma instituição para pessoas diagnosticadas como deficientes mentais e, nestas circunstâncias, deu à luz a uma filha ilegítima. A mãe de Carrie havia sido internada na mesma instituição alguns anos antes, aparentemente, em decorrência da prostituição e de outras condutas socialmente inaceitáveis. A filha de Carrie, segundo informações, mostrava também sinais de deficiência mental. Essa evidência de transmissão genética foi a chave para ilustrar a necessidade de um estatuto de esterilização voluntária.
O Tribunal Supremo apoiou a constitucionalidade da lei e o caso chegou a ser conhecido como Buck v. Bell. Ao expressar a opinião da maioria com respeito à decisão, o magistrado Oliver Wendell Holmes escreveu:
Mais tarde, as previsões relacionadas com o caso Carrie Buck demonstraram ser inexatas. Vivian, a filha de Carrie, considerada a terceira geração de imbecis, cresceu convertendo-se em uma menina atraente e estudante com menção de honra. Carrie, acusada de ser a segunda geração de imbecis, foi posta em liberdade condicional, depois de haver sido esterilizada e, enviada a um povoado, contraiu matrimônio com o sheriff suplente e levou uma vida produtiva e respeitável.
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SMITH, J. David. Determinismo biologico y concepto de la responsabilidad social: la leccion de Carrie Buck. In: FUNDACIÓN BANCO BILBAO Vizcaya (Org. e Patroc.); FUNDACIÓN VALENCIANA DE ESTUDIOS AVANZADOS (Col.). Proyecto Genoma Humano: ética. 2. ed. Bilbao: Fundación BBV, 1993, p. 171-172.
Foto de Carrie Buck
Voltar à página de abertura da Enciclopédia Virtual de Bioética e Biodireito Texto incluído em: 30 de junho de 2007. Professora Sílvia Mota. |