centro de pesquisa jurídica SÍLVIA MOTA

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Pesquisadora: Professora Sílvia Mota

            *Esta página foi atualizada em 06/02/09*

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Epígrafes famosas sobre "ciência"

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"Todo o futuro da nossa espécie, todo o governo das sociedades, toda a prosperidade moral e material das nações dependem da ciência, como a vida do homem depende do ar. Ora, a ciência é toda observação, toda exatidão, toda verificação experimental. Perceber os fenômenos, discernir as relações, comparar as analogias e as dessemelhanças, classificar as realidades, e induzir as leis, eis a ciência; eis, portanto, o alvo que a educação deve ter em mira. Espertar na inteligência nascente as faculdades cujo concurso se requer nesses processos de descobrir e assimilar a verdade, é o a que devem tender os programas e os métodos de ensino." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 9, t. 1, 1882. p. 36. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003.

 

"O Estado tem deveres para com a ciência. Cabe-lhe, na propagação dela, um papel de primeira ordem; já porque do desenvolvimento da ciência depende o futuro da nação; já porque a criação de focos científicos de ensino é de extrema dificuldade aos particulares; já porque entre a ciência e várias profissões, que entendem com a conservação dos indivíduos, a segurança material e a ordem jurídica das sociedades, há relações cujo melindre exige garantias, que só a interferência do Estado será capaz de oferecer." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 10, t. 1, 1883. p. 175. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003.

 

“A dualidade entre fatos e decisões leva à validação do conhecimento fundado nas ciências da natureza e desta forma elimina-se a praxis vital do âmbito destas ciências. A divisão positivista entre valores e fatos, longe de indicar uma solução, define um problema" (Jürgen Habermas).

 

"Além da mente humana e como um impulso livre, cria-se a ciência. Esta se renova, assim como as gerações, frente a uma atividade que constitui o melhor jogo do homo ludens: a ciência é, no mais estrito e melhor dos sentidos, uma gloriosa diversão” (Jacques Barzun).

 

 "O homem habita dois mundos. Um é o mundo natural das plantas e dos animais, dos solos, do ar e das águas, que o precedeu em bilhões de anos e do qual faz parte. O Outro é o mundo das instituições sociais e dos artefatos que constrói para si mesmo com suas ferramentas e máquinas, sua ciência e seus sonhos, para alcançar um meio obediente aos propósitos ou direções humanos" (WARD, Bárbara; DUBOS, René. Una sola tierra. México: Fondo de Cultura Económica, 1972, p. 31).

 

"É preciso que não tenham medo de dizer alguma coisa que possa ser considerada como erro. Porque tudo que é novo, aparece aos olhos antigos como coisa errada. É sempre nesta violação do que é considerado certo, que nasce o novo e há a criação. E este espírito deve ser redescoberto pela juventude brasileira" (Mário Schenberg).

  

“No dizer de Etienne Gilson, tudo pode ser constatado cientificamente, menos o princípio de que tudo pode ser constatado cientificamente.” BARBIERI, Venâncio. O espírito universitário. Integração III, n. 8, p. 44, 1997.

 

 "Se o senhor quer estudar em qualquer dos físicos teóricos os métodos que emprega, sugiro-lhe firmar-se neste princípio básico: não dê crédito algum ao que ele diz, mas julgue aquilo que produziu. Porque o criador tem esta característica: as produções de sua imaginação se impõem a ele, tão indispensáveis, tão naturais, que não pode considerá-las como imagem de espírito, mas as conhece como realidades evidentes." (EINSTEIN, A. Como vejo o mundo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981, p. 145).

  

“Começo, regra geral, as minhas lições sobre Método Científico dizendo aos meus alunos que o método científico não existe. Acrescento que tenho obrigação de saber isso, tendo eu sido, durante algum tempo, pelo menos, o único professor desse inexistente assunto em toda a Comunidade Britânica. [...] Ten do, então, explicado aos meus alunos que não há essa coisa que seria o método científico, apresso-me a começar o meu discurso, e ficamos ocupadíssimos. Pois um ano mal chega para roçar a superfície mesmo de um assunto inexistente.” (POPPER, K. R. Acerca da inexistência do método científico. In: O realismo e o objetivo da ciência. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1987. Prefácio da edição de 1956 lido num encontro dos Fellows of Center for Advanced Study in the Behavioral Sciences, em Stanford, Califórnia, em novembro de 1956. Disponível em: <http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/metcien1.htm#01>. Acesso em: 20 maio 2006).

 

 "Vejo a ciência como a área do conhecimento que se apóia não num método, mas sim na regra da repetitividade, a que eu tenho chamado de regra científica fundamental: se em dadas condições, um determinado fenômeno, sempre que pesquisado, se repetiu, é de se admitir que em futuras verificações o mesmo suceda." (MESQUITA FILHO, Alberto. A pesquisa na universidade particular. IV Semana de Psicologia da USJT (1994): Seção de debates da mesa redonda. Integração I, n. 1, p. 51-75, 1995).

  

"[...] acho que só há um caminho para a ciência — ou para a filosofia: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonarmo-nos por ele; casarmo-nos com ele, até que a morte nos separe — a não ser que obtenhamos uma solução. Mas ainda que encontremos uma solução, poderemos descobrir, para nossa satisfação, a existência de toda uma família de encantadores, se bem que talvez difíceis, problemas-filhos, para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com uma finalidade em vista, até ao fim dos nossos dias (POPPER, K. R. Acerca da inexistência do método científico. In: O realismo e o objetivo da ciência. Publicações Dom Quixote. Lisboa, 1987. Prefácio da edição de 1956 lido num encontro dos Fellows of Center for Advanced Study in the Behavioral Sciences, em Stanford, Califórnia, em novembro de 1956. Disponível em: <http://www.ecientificocultural.com/ECC2/artigos/metcien1.htm#01>. Acesso em: 20 maio 2006).

 

"Ao te curvares com a rígida lâmina de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas, cresceu embalado pela fé e pela esperança daquela que em seu seio o agasalhou. Sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens. Por certo amou e foi amado, esperou e acalentou um amanhã feliz e sentiu saudades dos outros que partiram. Agora jaz na fria lousa, sem que por ele se tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome, só Deus sabe. Mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir à humanidade. A humanidade que por ele passou indiferente" (ROKITANSKY, 1876).

 

 "Aventure-se, pois da mais insignificante pista surgiu toda riqueza que o homem já conheceu" (MASEFIELD, John).

 

"Minha vida foi singularmente pobre em acontecimentos exteriores. Não posso dizer muito sobre eles porque me pareciam ocos e insubstanciais. Intuí bem cedo que, quando a resposta para os problemas e complexidades da vida não vêm de dentro, é porque estes significam pouca coisa. Nenhuma circunstância exterior substitui a experiência interna. E é só à luz dos acontecimentos internos que entendo a mim mesmo. São eles que constituem a singularidade de minha vida" (Carl Gustav Jung).

 

“Antigamente havia homens que enxergavam o rosto de Deus. Por que não os há mais?”. Respondeu o rabi: “Porque hoje em dia ninguém se inclina tão baixo ” (C. G. Jung).

 

"Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses quefazeres que se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para constatar, constatando intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a verdade "(Paulo Freire).

 

“Já lhe dei meu corpo, minha alegria;

já estanquei meu sangue quando fervia;

olha a voz que me resta; olha a veia que salta;

olha a gota que falta pro desfecho da festa;

por favor; deixe em paz meu coração;

que ele é um pote até aqui de mágoa;

e qualquer desatenção, faça não;

pode ser a gota d'água."

(Chico Buarque)

 

 

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Texto incluído em: 26 de julho de 2007.

Professora Sílvia Mota.

silviamota@silviamota.com.br