"Só existirá
democracia no
Brasil no dia em
que se montar no
país a máquina que
prepara as
democracias. Essa
máquina é a da
escola pública".
Anísio Teixeira.
"A chave do
futuro é,
pois, a
liberdade,
princípio
maravilhoso
que senhoreia
as tendências
do nosso
espírito, que
esclarece os
instintos do
nosso coração,
fecunda o
nosso
trabalho,
depura as
nossas
paixões,
ilustra as
nossas
crenças,
alimenta os
nossos
esforços, que
confraterniza
todos os
homens pelo
amor, pela
dedicação,
pelo
sacrifício,
que engrandece
as nações,
pela
atividade,
pela paz, pela
justiça e pela
instrução. O
princípio do
futuro é a
democracia."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 151.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
"Discurso ao
Assumir a
Presidência do
Ateneu
Paulistano".
Manuscrito no
Arquivo da
FCRB.
"A democracia,
no século
presente, já
não se reduz a
uma esperança,
não é mais uma
questão, não é
apenas um
direito, não é
somente o
apanágio de
uma cidade
ilustrada como
Atenas, ou de
um grande povo
como o romano:
é mais, é tudo
nas sociedades
modernas."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 19.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
artigo-programa
"Tribuna do
Povo".
Manuscrito no
Arquivo da
FCRB.
"Os povos hão
de ser
governados
pela força, ou
pelo direito.
A democracia
mesma, não
disciplina
pelo direito,
é apenas uma
das expressões
da força, e
talvez a pior
delas. Daí o
valor supremo
dado pelos
Estados Unidos
ao culto do
senso
jurídico; daí
a religião da
verdade
constitucional
encarnada por
eles na sua
Corte Suprema;
daí a
preponderância
do legismo
nessa democracia, definida por eles mesmos como "a aristocracia da
toga."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 19, t. 3, 1892. p. 92.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
discurso
"Oração
perante o
Supremo
Tribunal
Federal".
Original no
Arquivo da
FCRB.
"Há diferença
profunda entre
a democracia
socialista de
outros tempos,
a democracia
grega ou
romana, e a
democracia
liberal
moderna, a
democracia
americana ou
suíça. Aquela
era a
onipotência da
multidão, a
tirania do
número, o
absolutismo
das maiorias,
o
aniquilamento
do indivíduo.
A nossa, a
verdadeira
democracia, é
o governo do
povo senhor de
si, mas
limitado pelo
direito, é a
representação
proporcional
das minorias,
o
reconhecimento
de que o
direito, ainda
que seja de um
indivíduo só,
não pode
sacrificar-se
aos
interesses,
ainda que seja
do povo
inteiro, é a
sagração da
prioridade
individual, da
liberdade de
palavra, da
liberdade de
imprensa, da
liberdade de
reunião, da
liberdade de
cultos, da
liberdade do
trabalho, da
liberdade
política.
Aquém destas
raias o povo é
tudo; além
delas o povo
não pode nada.
E para o povo
saber o que
pode e o que
não pode,
precisa de
aprender."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 22.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
artigo-programa
"Tribuna do
Povo".
Manuscrito no
Arquivo da
FCRB.
"Uma
democracia,
que define
praticamente a
liberdade como
o direito de
oprimir, nunca
terá o meu
voto, que não
vale nada, mas
que nunca se
acapachará."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 19, t. 3, 1892. p. 329.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho de "O
Acórdão de 27
de abril.
Últimas
Palavras". Não
há original no
Arquivo da
FCRB.
"Entendemos
que o Partido
Liberal,
empenhado em
aperfeiçoar as
instituições
existentes,
inspira-se na
opinião
nacional
convicto de
que a
monarquia, bem
inspirada nos
seus
verdadeiros
interesses,
caminhando com
o movimento
geral dos
espíritos, não
é impossível
fazer-nos
livres e
felizes. Não
somos
republicanos,
porque nos
convencemos de
que o Brasil
pode ser
grande, livre
e feliz sem
precisar de
mudar sua
forma de
governo, uma
vez que haja
governo da
nação pela
nação; este é
o nosso ideal,
que digamos
ainda uma vez,
não é
incompatível
com a
monarquia como
a pode
comportar o
desenvolvimento
atual da
democracia."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 2, t. 2, 1872. p. 89.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
artigo "O
Partido
Liberal e os
Republicanos".
Não há
original no
Arquivo da
FCRB.
"Na política
brasileira
avulta, há
muito, a
insigne classe
dos
insultadores,
cuja função
política se
reduz
exclusivamente
ao ofício de
insultar. São
os magarefes
de certa
espécie de
açougues, onde
se corta, na
honra das
almas
independentes,
na fama dos
homens
responsáveis,
no merecimento
dos espíritos
úteis, nos
serviços dos
cidadãos
moderados, o
bife sangrento
para o
estômago da
democracia
feroz. Esta
divindade
alucinada,
antípoda da
democracia
liberal e
culta,
disciplinada e
humana,
progressista e
capaz, vive
deglutindo
majestosamente
a carniça, que
lhe chacina a
sua matilha de
hienas. O
furor
difamatório, a
vesânia
vituperativa,
a protérvia de
enxovalhar os
adversários
mais limpos
com os aleives
mais torpes
constituem a
sua
eloqüência, a
sua probidade,
o seu
patriotismo."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 23, t. 5, 1896. p. 14.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
discurso
"Resposta a
César Zama".
Não há
original no
Arquivo da
FCRB.
"[...] as
próprias
democracias
são
aristocráticas:
tendem todas
ao governo,
não das
minorias pelas
maiorias, mas
das maiorias
pelas
minorias.
Feliz do povo,
onde a
inteligência
habita nestas,
e a
mediocridade
naquelas.
Porque os
homens são de
seu natural
propensos a
desprezar a
trivialidade,
e avaliar os
bens deste
mundo pela sua
rareza. Num
torrão onde o
gênio é
barato, e a estupidez vasqueira, as miçangas hão de ser preferidas
aos diamantes, como entre os aborígenes da Costa de Guiné."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 23, t. 1, 1896. p. 198.
Trecho de
"Cartas de
Inglaterra.
Duas Glórias
da
Humanidade".
Não há
original no
Arquivo da
FCRB.
"Todas as
escolas neste
mundo, todas,
desde as da
democracia
mais radical
até as de
caráter mais
conservador,
todas as
escolas
políticas,
todas as
escolas
jurídicas,
todas as
escolas
religiosas,
todas
reconhecem ao
povo o direito
de
resistência, o
direito de
reação, o
direito de
revolução,
quando os
governos se
estramalham
das leis;
quando o poder
salta por cima
das barreiras
constitucionais;
quando as
instituições
desaparecem
suplantadas
pela força do
governo."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 41, t. 2, 1914. p. 369.
Trecho do
discurso "A
Anarquia
Militar". Não
há original no
Arquivo da
FCRB.
"A democracia,
o governo do
povo pelo
povo, não é
outra coisa: o
império da
opinião,
cercada e
servida pelos
órgãos da sua
soberania."
Obras
Completas de Rui Barbosa, v. 41, t. 5, 1914. p. ñpb.
Fonte:
Fundação Casa
de Rui Barbosa,
Rio de
Janeiro.
Disponível em:
<http://www.casaruibarbosa.gov.br>.
Acesso em: 1
maio 2003.
Trecho do
"Discurso na
Avenida Rio
Branco". Não
há original no Arquivo da FCRB.
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