centro de pesquisa jurídica SÍLVIA MOTA

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Pesquisadora: Professora Sílvia Mota

            *Esta página foi atualizada em 06/02/09*

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Epígrafes famosas sobre "democracia"

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"Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública". Anísio Teixeira.

 

"A chave do futuro é, pois, a liberdade, princípio maravilhoso que senhoreia as tendências do nosso espírito, que esclarece os instintos do nosso coração, fecunda o nosso trabalho, depura as nossas paixões, ilustra as nossas crenças, alimenta os nossos esforços, que confraterniza todos os homens pelo amor, pela dedicação, pelo sacrifício, que engrandece as nações, pela atividade, pela paz, pela justiça e pela instrução. O princípio do futuro é a democracia." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 151. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do "Discurso ao Assumir a Presidência do Ateneu Paulistano". Manuscrito no Arquivo da FCRB.

 

"A democracia, no século presente, já não se reduz a uma esperança, não é mais uma questão, não é apenas um direito, não é somente o apanágio de uma cidade ilustrada como Atenas, ou de um grande povo como o romano: é mais, é tudo nas sociedades modernas." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 19. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do artigo-programa "Tribuna do Povo". Manuscrito no Arquivo da FCRB.

 

"Os povos hão de ser governados pela força, ou pelo direito. A democracia mesma, não disciplina pelo direito, é apenas uma das expressões da força, e talvez a pior delas. Daí o valor supremo dado pelos Estados Unidos ao culto do senso jurídico; daí a religião da verdade constitucional encarnada por eles na sua Corte Suprema; daí a preponderância do legismo nessa democracia, definida por eles mesmos como "a aristocracia da toga." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 19, t. 3, 1892. p. 92. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do discurso "Oração perante o Supremo Tribunal Federal". Original no Arquivo da FCRB.

 

"Há diferença profunda entre a democracia socialista de outros tempos, a democracia grega ou romana, e a democracia liberal moderna, a democracia americana ou suíça. Aquela era a onipotência da multidão, a tirania do número, o absolutismo das maiorias, o aniquilamento do indivíduo. A nossa, a verdadeira democracia, é o governo do povo senhor de si, mas limitado pelo direito, é a representação proporcional das minorias, o reconhecimento de que o direito, ainda que seja de um indivíduo só, não pode sacrificar-se aos interesses, ainda que seja do povo inteiro, é a sagração da prioridade individual, da liberdade de palavra, da liberdade de imprensa, da liberdade de reunião, da liberdade de cultos, da liberdade do trabalho, da liberdade política. Aquém destas raias o povo é tudo; além delas o povo não pode nada. E para o povo saber o que pode e o que não pode, precisa de aprender." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 1, t. 1, 1865-1871. p. 22. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do artigo-programa "Tribuna do Povo". Manuscrito no Arquivo da FCRB.

 

"Uma democracia, que define praticamente a liberdade como o direito de oprimir, nunca terá o meu voto, que não vale nada, mas que nunca se acapachará." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 19, t. 3, 1892. p. 329. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho de "O Acórdão de 27 de abril. Últimas Palavras". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"Entendemos que o Partido Liberal, empenhado em aperfeiçoar as instituições existentes, inspira-se na opinião nacional convicto de que a monarquia, bem inspirada nos seus verdadeiros interesses, caminhando com o movimento geral dos espíritos, não é impossível fazer-nos livres e felizes. Não somos republicanos, porque nos convencemos de que o Brasil pode ser grande, livre e feliz sem precisar de mudar sua forma de governo, uma vez que haja governo da nação pela nação; este é o nosso ideal, que digamos ainda uma vez, não é incompatível com a monarquia como a pode comportar o desenvolvimento atual da democracia." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 2, t. 2, 1872. p. 89. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do artigo "O Partido Liberal e os Republicanos". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"Na política brasileira avulta, há muito, a insigne classe dos insultadores, cuja função política se reduz exclusivamente ao ofício de insultar. São os magarefes de certa espécie de açougues, onde se corta, na honra das almas independentes, na fama dos homens responsáveis, no merecimento dos espíritos úteis, nos serviços dos cidadãos moderados, o bife sangrento para o estômago da democracia feroz. Esta divindade alucinada, antípoda da democracia liberal e culta, disciplinada e humana, progressista e capaz, vive deglutindo majestosamente a carniça, que lhe chacina a sua matilha de hienas. O furor difamatório, a vesânia vituperativa, a protérvia de enxovalhar os adversários mais limpos com os aleives mais torpes constituem a sua eloqüência, a sua probidade, o seu patriotismo." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 23, t. 5, 1896. p. 14. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do discurso "Resposta a César Zama". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"[...] as próprias democracias são aristocráticas: tendem todas ao governo, não das minorias pelas maiorias, mas das maiorias pelas minorias. Feliz do povo, onde a inteligência habita nestas, e a mediocridade naquelas. Porque os homens são de seu natural propensos a desprezar a trivialidade, e avaliar os bens deste mundo pela sua rareza. Num torrão onde o gênio é barato, e a estupidez vasqueira, as miçangas hão de ser preferidas aos diamantes, como entre os aborígenes da Costa de Guiné." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 23, t. 1, 1896. p. 198. Trecho de "Cartas de Inglaterra. Duas Glórias da Humanidade". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"Todas as escolas neste mundo, todas, desde as da democracia mais radical até as de caráter mais conservador, todas as escolas políticas, todas as escolas jurídicas, todas as escolas religiosas, todas reconhecem ao povo o direito de resistência, o direito de reação, o direito de revolução, quando os governos se estramalham das leis; quando o poder salta por cima das barreiras constitucionais; quando as instituições desaparecem suplantadas pela força do governo." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 41, t. 2, 1914. p. 369. Trecho do discurso "A Anarquia Militar". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"A democracia, o governo do povo pelo povo, não é outra coisa: o império da opinião, cercada e servida pelos órgãos da sua soberania." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 41, t. 5, 1914. p. ñpb. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho do "Discurso na Avenida Rio Branco". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

"Estou, senhores, com a democracia social. Mas a minha democracia social é a que preconizava o Cardeal Mercier, falando aos operários de Malines, "essa democracia ampla, serena, leal, e, numa palavra, cristã: a democracia que quer assentar a felicidade da classe obreira, não nas ruínas das outras classes, mas na reparação dos agravos, que ela, até agora tem curtido". Aplaudo, no socialismo, o que ele tem de são, de benévolo, de confraternal, de pacificador, sem querer o socialismo devastador, que, na linguagem do egrégio prelado belga, "animando o que menos nobre é no coração do homem, rebaixa a questão social a uma luta de apetites, e intenta dar-lhe por solução o que não poderá deixar de exarcerbá-la: o antagonismo das classes." Obras Completas de Rui Barbosa, v. 46, t. 1, 1919. p. 81. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 1 maio 2003. Trecho da conferência "A Questão Social e Política no Brasil". Autógrafo no Arquivo da FCRB.

 

"A base do nosso regímen, a sua única base é a democracia. Na administração dos nossos interesses políticos, a soberania do povo é o alfa e o ômega, o princípio e o fim. Nenhuma autoridade, seja qual for, co-participa com ela nesta supremacia, cuja expressão ideal não tem por limites senão, de uma parte, o direito individual reconhecido por ela mesma, de outra o princípio da própria conservação, a irrenunciabilidade do seu poder; nesta supremacia, cuja onipotência só conhece duas impossibilidades jurídicas, não propriamente limitações da sua esfera, mas sublimidades da sua natureza - a de compor-se de individualidades mutiladas, opressas, e a de desistir da sua existência suprema: o suicídio pela supressão da liberdade civil sob organizações socialistas, e o suicídio por abdicação em favor de uma oligarquia ou de um autócrata; a supressão de si próprio pela servidão política ou civil. [...]" Obras Completas de Rui Barbosa, v. 7, t. 1, 1880. p. 10. Fonte: Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.casaruibarbosa.gov.br>. Acesso em: 8 fev. 2003. Trecho do discurso "Defesa da Eleição Direta". Não há original no Arquivo da FCRB.

 

 

 

 

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Texto incluído em: 26 de julho de 2007.

Professora Sílvia Mota.

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