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25/08/07*
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Sobre a especialidade
Fonte de pesquisa: <http://www.hospvirt.org.br/fisioterapia/port/sub-esp.htm>
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O QUE É FISIOTERAPIA?
É uma ciência aplicada, cujo objeto de estudos é o movimento
humano, em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas suas
alterações patológicas, quer nas suas repercussões psíquicas e orgânicas, com
objetivos de preservar, manter, desenvolver mou restaurar a integridade de
órgãos, sistema ou função. (Resolução COFFITO - 80, em 21/05/1987)
Para alcançar os fins e objetivos propostos, utiliza recursos
físicos e naturais, de ação isolada ou conjunta em eletroterapia, crioterapia,
termoterapia, hidroterapia, fototerapia, mecanoterapia e cinesioterapia.
QUEM É O FISIOTERAPEUTA
É o profissional da área de Saúde, a quem compete executar
métodos e técnicas fisioterápicas, com a finalidade de restaurar, desenvolver e
conservar a capacidade física do paciente (Decreto Lei n. 938, de 13 de outubro
de 1969).
A FISIOTERAPIA NOS DIAS DE HOJE
Sem dúvida nenhuma, a Fisioterapia, ocupa hoje um lugar de
destaque entre as inúmeras profissões da área de saúde. Poucas tiveram um
desenvolvimento tão rápido e significativo nos últimos dez anos.
A Fisioterapia ganhou espaço em empresas privadas, associações
esportivas, centros de saúde, clínicas particulares, e principalmente em
hospitais, onde o fisioterapeuta mantinha-se timidamente circuncrito a situações
bem menos complexas do que as atualmente desenvolvidas. Passou a ser reconhecido
em sua relevância profissional, tornando-se presença obrigatória no atendimento
hospitalar, de todas as especialidades clínicas e cirúrgicas, além dos serviços
de urgência e de terapia intensiva, minimizando, sobremaneira, as complicações
decorrentes dos longos períodos de internação.
A Fisioterapia, hoje, vem se aprimorando paulatinamente, de forma
a desenvolver, a cada dia, novos métodos de tratamento, o que tem levado seus
profissionais a buscar uma melhor qualificação de seu trabalho e maior
participação no ensino e pesquisa.
HISTÓRIA DA FISIOTERAPIA
Na antigüidade , período compreendido entre 4.000 a.C. e 395 d.C.
havia uma forte preocupação com as pessoas que apresentavam as chamadas
"diferenças incomodas"; este termo era então utilizado para abranger o que na
época era considerado de "doença". Havia uma preocupação em eliminar essas
"diferenças incomodas "através de recursos, técnicas, instrumentos e
procedimentos. Os agentes físicos já eram utilizados para reduzir essas
"diferenças".
Os médicos na antigüidade conheciam os agentes físicos e os
empregavam em terapia. Já utilizavam a eletroterapia sob forma de choques com um
peixe elétrico no tratamento de certas doenças. O hábito de utilizar as formas
de movimento como recurso terapêutico remonta há vários séculos antes da era
cristã.
Nessa época acreditava-se que o uso da ginástica estava
unicamente nas mãos dos sacerdotes e que era empregada somente com fins
terapêuticos, ou seja, os movimentos do corpo humano, quando estudados,
racionalizados e planejados eram utilizados no tratamento de disfunções
orgânicas já instaladas.
No ano de 2698 ª C. o imperador chinês Hoong-Ti criou um tipo de
ginástica curativa que continha exercícios respiratórios e exercícios para
evitar a obstrução de órgãos (Lindeman, 1970, p. 177).
Na medicina Trácia e Grega a terapia pelo movimento constituía
uma parte do tratamento médico. Galeno (130 a 199 d.C.) consegui através de uma
ginástica planificada do tronco e dos pulmões corrigir o tórax deformado de um
rapaz até chegar á condições normais (LINDMAN, 1970, p.178). O que se pretendia
era basicamente curar os indivíduos que fossem portadores de alguma doença ou
deformidade.
Na idade média as "diferenças incomodas "eram consideradas como
algo a ser exorcizado. Foi um período onde ocorreu uma interrupção dos estudos
na área da saúde.
A interrupção desses estudos parece ter tido dois aspectos
principais: o corpo humano foi considerado como algo inferior e as camadas
superiores da nobreza e do clero começaram a despertar o interesse pôr uma
atividade física dirigida para um objetivo determinado que era o aumento da
potência física.
As ordens eclesiásticas eram inimigas do corpo. Os hospitais da
idade média tinham caráter eclesiásticos , localizavam-se junto aos mosteiros e
suas salas de enfermos estavam ao lado das capelas, havendo inclusive altares na
sala dos enfermos, não havendo local apropriado para a realização de exercícios
(Lindeman, 1970, P.178).
No Renascimento volta a aparecer alguma preocupação com o corpo
saudável. O humanismo e as artes desenvolveram-se e permitiram, paralelamente a
retomada dos estudos relativos aos cuidados com o corpo e o culto ao "físico".
Mercurialis apresentou princípios definidos para a ginástica médica que
compreendiam: 1-) exercícios para conservar um estado saudável já existente; 2-)
regularidade no exercício; 3-) exercícios para indivíduos enfermos cujo estado
pode exacerbar-se; 4-) exercícios individuais especiais para convalescentes; 5-)
exercícios para pessoas com ocupações sedentárias. (Wheller, 1971, p. 9).
Nessa época nota-se uma preocupação com o tratamento e os
cuidados com o organismo lesado e também com a manutenção das condições normais
já existentes em organismos sãos. No final do renascimento o interesse pela
saúde corporal começa a especializar-se.
Na fase de transição entre o renascimento e a fase de
industrialização o uso de recursos físicos passa a ter influencia no mundo
ocidental. Don Francisco Y Ondeano Amorós (1779-1849) que não era médico,
dividiu a ginástica em quatro pontos, e um deles era a cinesioterapia com a
finalidade de manutenção de uma saúde forte, tratamento de enfermidades,
reeducação de convalescentes e correção de deformidades (LINDEMAN, 1970, p.179).
"G. Stebbin e B. Mesendiac" vêem como finalidade de seu sistema
de prevenção de lesões corporais e sua correção, (o sistema Mesendiac dá
importância ao trabalho de sustentação muscular através da fisioterapia).
Ling, um professor sueco de ginástica e massagens corretivas teve
seu trabalho divulgado através de discípulos como Rothstein, um oficial
prussiano que utilizava exercícios preventivos e corretivos nos cuidados com o
corpo, na Alemanha.
Na época da industrialização volta o interesse pelas "diferenças
incomodas". O novo sistema maquinizado, otimizava a crescente produção
industrial trouxe o excesso de trabalho, onde a população oprimida era submetida
a exaustiva e excessivas jornadas de trabalho, as condições alimentares e
sanitárias eram precárias provocando novas doenças como as epidemias de cólera,
tuberculose pulmonar, alcoolismo, e os acidentes do trabalho.
Surge então a preocupação das classes dominantes para não perder
ou diminuir a sua fonte de riqueza e bem estar gerados pela força de trabalho
das classes baixas.
O exercício físico e as outras maneiras de atuar caracterizam a
Fisioterapia no século XX. Klapp desenvolveu em sua técnica a posição de gato
para o tratamento dos desvios laterais da coluna vertebral (escolioses) e
Kohlransch (1920) situa a cinesioterapia sobre todos os métodos relaxadores e
distensores e desenvolve o tratamento de enfermidades internas e ginecológicas.
Durante a guerra surgem as escolas de cinesioterapia, para tratar
ou reabilitar os lesados, ou mutilados que necessitavam readquirir um mínimo de
condições para retornar a uma atividade social integrada e produtiva.
A Fisioterapia passa a fazer parte da chamada "Área da saúde" e
foi evoluindo no decorrer da história, teve seus recursos e formas de atuação
quase que voltada exclusivamente para o atendimento do indivíduo doente, para
reabilitar ou recuperar as boas condições que o organismo perdeu.
As formas de atuação da fisioterapia já evidenciam: Atuação
terapêutica através do movimento (cinesioterapia); através da eletricidade
(eletroterapia); através do calor (termoterapia), do frio (crioterapia), da
massagem (massoterapia).
No Brasil, a utilização dos recursos físicos na assistência à
saúde iniciou-se pôr volta de 1879, na época da industrialização , devido ao
grande número de acidentados do trabalho, e seus objetivos eram voltados para a
assistência curativa e reabilitadora.
Em 1929 o médico Dr. Waldo Rolim de Moraes, instalou o serviço de
fisioterapia do Instituto Radium Arnaldo Vieira para atender aos pacientes da
Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Posteriormente organizou o serviço de
fisioterapia dos Hospital das Clínicas de São Paulo.
Na década de 50 a incidência de poliomielite atingia índices
alarmantes e como conseqüência o número de indivíduos portadores de seqüelas
motoras e que necessitavam de uma reabilitação para a sociedade. O número de
pessoas acometidas pêlos acidentes de trabalho no Brasil se apresentava como um
dos maiores da América do Sul, e essa expressiva faixa populacional precisava
ser reabilitada para reintegrar o sistema produtivo do país.
Em 195l surge no Brasil o primeiro curso para a formação de
técnicos em fisioterapia. Em 1956 surgiu o primeiro curso com duração de dois
anos para formar fisioterapeutas que atuassem na reabilitação (Sanchez, 1984,
p.31).
Em 1969 a fisioterapia no Brasil foi regulamentada como profissão
através do decreto-lei nº 938 de 13 de outubro de 1969.
REFERÊNCIAS
1.
Rebelato, JR, Batoné, SP. Fisioterapia no Brasil - perspectivas de evolução como
campo profissional e como área de conhecimento. Editora Manole Ltda, São Paulo,
1987.
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